A Seleção se passa em um futuro distante onde os Estados Unidos, após se tornar Estados Unidos da China, vira Illéa, um país divido em províncias e com a população dividida em castas. São oito castas sendo a Um a realeza e a Oito os miseráveis. Nossa protagonista, America Singer, é uma Cinco. America vive na província de Carolina, vive uma vida típica de uma Cinco: não passa fome, mas precisa trabalhar duro junto aos pais para poder manter a família. Pessoas da casta Cinco são artistas, músicos, escultores, pintores ou cantores America é uma cantora (Seu sobrenome é "Singer", isso me chamou atenção, achei bem legal)
A vida de America sempre fora razoavelmente boa, até que um acontecimento começa a mudar as coisas: a Seleção. Para muitas a Seleção é uma oportunidade única de mudar sua vida, mas não para America que é apaixonada por Aspen (um Seis) e se encontra as escondidas com seu amor. A Seleção nada mais é do que uma competição onde 35 garotas de 16 a 20 anos competem pelo coração do príncipe Maxon. A vencedora se torna esposa do príncipe e recebe o título de princesa de Illéa e, futuramente, rainha.
Foi exatamente essa parte que me lembrou Cinderela, jovens de um país competindo pelo coração do príncipe, completamente clichê.
America se inscreve para a Seleção, pedido feito por Aspen (Achei meio sem noção ele pedir para a namorada competir pelo coração de outro homem, mas ele tinha seus motivos, é compreensível na verdade, mesmo sendo estranho) e é claro, é uma das selecionadas. A partir daí sua vida muda completamente.
| Foto do blog "Pipoca Musical". |
Não achem que dei spoiler, tudo isso está escrito na orelha do livro.
Eu particularmente me apaixonei pelo livro, ele é narrado de uma forma simples, com capítulos curtos que sempre terminam deixando um ar de mistério relacionado as confusões amorosas de America (se você for daqueles que dizem "só mais um capítulo" você não vai conseguir deixar de ler o próximo. Uma dica: pare no meio do capítulo, mesmo sendo difícil). Terminei de ler o livro em dois dias, se eu não tivesse escola tenho certeza de que terminaria em um dia só. O livro é cativante, leve, com uma trama extremamente simples e fácil de entender. É impossível não gostar do livro. Todos os personagens de personalidades totalmente diferentes e eu acabei amando todos, inclusive os vilões.
Não consegui encontrar muitos pontos negativos no livro, apenas dois: o primeiro é a parte descritiva, acho que poderia ser um pouco mais detalhada, mas não muito pois isso torna a leitura cansativa. O segundo é que o livro acaba do nada! Kiera Kass terminou o livro de um jeito que torna quase impossível não querer ler o segundo desesperadamente, muito inteligente da parte dela.
Ainda não mencionei o porque da semelhança que encontrei entre A Seleção e Jogos Vorazes, mas acho que vocês já perceberam: os Estados Unidos num futuro distante que se torna outro país dividido em castas (distritos), uma competição onde serão escolhidas selecionadas (tributos) de cada uma das castas. A "luta" pela sobrevivência no palácio (arena) onde o príncipe pode eliminar a qualquer momento uma das selecionadas (mortes). Além disso, há toda uma parte onde as selecionadas são apresentadas para o país, aparecem na televisão e dão entrevistas. Não levem essa comparação como uma crítica, pelo contrário, achei incrível o fato de duas histórias se parecerem tanto mas serem completamente diferentes.
Recomendo muito para qualquer garota que já sonhou em se tornar uma princesa.
Resenha por Larissa Haguiô

Nenhum comentário:
Postar um comentário